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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Algumas definições sobre o que é um Jogo

A área de estudos dos jogos é neste momento um campo de investigação académica muito ativo. O modo como se criam, desenvolvem e aplicam jogos tem muito para ser estudado, mais ainda se quisermos analisar o que está para além dos jogos, com tudo aquilo que implica a sua utilização social e individual. O meta-jogo, pode muito bem ser considerado uma nova área da filosofia. Muito provavelmente voltarei a este tema, mas para já dedico este texto ao compêndio de algumas definições do que é um jogo, com base na obra de Katie Salen e Eric Zimmerman.



Os tópicos que se apresentam de seguida são transcrições e traduções do trabalho dos autores anteriormente referidos, que por sua vez citam os principais pensadores que se dedicaram a definir os jogos ou a referir características dos jogos. Ficam de seguida alguns desses excertos:
  • David Parlett distingue entre jogos formais e informais: “Um jogo informal é apenas um jogar indireto, algo que as crianças fazem. Um jogo formal tem uma estrutura definida por meios e fins.”
  • Clark C. Abt: “Um jogo é um contexto com regras em que adversários tentam ganhar objetivos.”
  • Johann Huizinga, que não distingue o jogar do brincar, diz mais ou menos isto sobre os jogos: “Brincar/jogar é uma atividade livre situando-se fora da vida comum por não ser séria, mas ao mesmo tempo envolve o jogar profundamente e intensamente.”
  • Roger Caillois descreve que jogar é: “Livre, um ato à parte, incerto, não produtivo, governado por regras, e uma atividade “faz de conta”.”
  • Bernard Suits: “jogar um jogo é o esforço voluntário para ultrapassar um obstáculo desnecessário.”
  • Chris Crawford identifica quatro qualidades nos jogos: “Representação, interação, conflito, segurança. 
  • Greg Costikyan: “Um jogo é uma forma de arte em que os participantes tomam decisões de modo a gerir recursos através dos elementos dos jogos para perseguir um objetivo.”
  • Elliot Avedon & Brian Sutton-Smith: “Os jogos são um exercício de sistemas de controlo voluntário, em que existe concorrência entre poderes, confinados por regras de modo a produzir um resultado desequilibrado.”

Por fim importa apresentar a definição dos próprios autores, de Katie Salen e Eric Zimmerman, que resulta de uma análise crítica das anteriores definições e dos seus próprios contributo: Um jogo é um sistema em que os jogadores se envolvem num conflito artificial, definido por regras, que permitem um resultado quantificável.”

O livro em que se baseiam estas informações “The Rules Of Play: Game Design Fundamentals” é um livro profundo, repleto de informações, com a informação devidamente sistematizada numa abordagem académica, mas que pode ser um precioso auxiliar para a prática de design de jogos.

Referências bibliográficas:

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Como os Webinars podem poupar recursos às organizações

Um Webinar é um conceito muito em voga atualmente. A palavra resulta da contração dos termos "Web-based-seminar", que é como quem diz em português: seminário baseado na rede (internet). A designação do termo não podia ser mais explicita. Trata-se de uma ferramenta informática que usa equipamentos multimédia, vídeo, áudio e outros de transmissão de conteúdos digitais para fazer reuniões e seminários. Os participantes ligam-se ao evento, ao webinar em causa, através do seu computador e de um software próprio que pode ser feito também através de páginas online. Nos webinars tende a haver uma moderação, tal como num evento presencial, que vai marcando a ordem de trabalhos, dando a palavra – que neste caso é o ecrã e todos os outputs multimédia que chegam aos recetores. Os oradores têm possibilidade de comunicar por voz, por vídeo e partilhar as apresentações tal como se fosse uma exibição normal de um powerpoint. Os recetores podem conversar entre si, incluindo os oradores e moderadores, através de chat, sem interromper a comunicação principal, tal como solicitar a possibilidade de intervir por áudio ou vídeo.

Reunião das expressões das 35 cabeças - Honore Daumier
Este sistema está vulgarizado em diversos setores de atividade, havendo múltiplos softwares, aplicações e paginas online que permitem, gratuitamente ou pagando por um serviço mais personalizado, fazer este tipo de reuniões e seminários. Trata-se de um meio eficaz de poupar recursos de deslocações e de comunicar rapidamente, em tempo real, bastando um equipamento digital, computador, tablet ou smartphone com ligação à internet para poder utilizar esta ferramenta poderosa. O formato webinar, dependendo do software utilizado, permite guardar registos de uma forma natural, sempre uteis para posterior trabalho e desenvolvimento dos projetos, sem que sejam necessárias elaborar atas profundamente descritivas. Até o papel se pode dispensar.

Podemos sempre dizer que se perde o contacto humano com os Webinars e outros sistemas de interação à distância. É um facto. Mas quando se trata de produzir de modo eficaz e com poucos custos esta é uma opção a ter em conta, cada vez mais. Em muitas organizações e projetos opta-se pelo mix, de comunicação presencial e à distância para aproveitar o melhor dos dois mundos.

Este sistema (ou sistemas) de webinars tem sido muito utilizado no projeto Urbanwins, uma vez que que são múltiplas as reuniões entre participantes que se encontram geograficamente muito distantes. Sendo um projeto que visa a sustentabilidade ambiental, através do estudo do metabolismo urbano associado principalmente aos resíduos urbanos, é notória a intenção de reduzir impactes ambientais, ao mesmo tempo que se garante um meio eficaz de comunicação, que atende às tendências contemporâneas de funcionamento em rede.

Nota: aqui ficam algumas referências de softwares de webinars que podem experimentar:
https://www.capterra.com/webinar-software/
https://zapier.com/blog/best-webinar-software/
https://www.growthmarketingpro.com/best-webinar-software/
https://www.earningguys.com/hosting/best-webinar-software/
https://www.softwarefindr.com/best/webinar-software/
https://www.eztalks.com/webinars/best-webinar-software-comparison.html

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Quando os Media formam consumidores em vez de cidadãos

Existe, desde há alguns anos para cá, uma tendência para o esvaziamento das entidades que tradicionalmente exerciam poder sobre indivíduos e sociedades (Naim, 2014). Essas instituições, políticas, religiosas, corporativas, cívicas e etc., têm perdido o seu peso nas sociedades contemporâneas. No caso das democracias isso traz um problema considerável, pois é a própria sociedade civil que perde (Levine, 2002). Nessa perda de poder há um acentuar de perda nos grupos de pressão, especialmente dos defendiam os mais desfavorecidos e impotentes, habitualmente defendidos por congregações religiosas, partidos políticos e sindicatos. Há que lembrar também Tocqueville (2001), quando demonstrou que era nessas instituições cívicas que se formava a massa humana crítica e ativa que tornavam uma democracia sadia.
Michael Jackson e Bubbles - Jeff Koons
Um outro aspeto curioso passa pelo falhando do efeito cívico previsto para o crescimento da generalização da educação. Muitos dos poderes tradicionais referidos foram-se esbatendo, direta e indirectamente, pelo crescimento da liberdade individual aliada à universalização da educação. No entanto, esse alargamento da escolarização em quantidade e qualidade, não se transformou em reforço da participação cívica e na melhoria das democracias, isto ao contrário do que muitos previam (Ginsborg, 2008). Apesar desse imprevisível marasmo cívico, não significa que as sociedades contemporâneas sejam incapazes de mobilização por causas particulares. Existem mesmo casos de mobilização massiva, especialmente amplificada pelo acesso à Internet. Mas esse envolvimento cívico assume, muitas vezes, contornos efémeros e pontuais, e não uma atitude continuada que faça parte da vivência quotidiana. 

Curiosamente, nesta derrocada de poderes tradicionais os menos afectados têm sido os económicos, especialmente os de grande escala. As sociedades são cada vez mais consumistas, propensas à busca pela constante novidade material. Entra-se assim numa fase de consumismo e individualismo exacerbado. Essas entidades económicas têm saindo reforçadas e continuam a marcar a sua posição de dominância, contribuindo para fabricar a cultura de massas e o consumismo a ela associada. A vida familiar está impregnada destes valores. Não será de espantar, pois os meios de difusão cultural e informativa – os Media – são controlados pelos tais grupos económicos, interessados no reforço das tendências consumistas. O caso da televisão é o mais marcante, por ser o principal instrumento de difusão cultural familiar. Especialmente por esse meio vão-se formando e reforçando consumidores e não cidadãos. A televisão pretende entreter e não formar. Interessam as audiências e o consumo de determinados produtos e serviços. Parece não importar formar cidadãos com consciência política cívica e democrática (Ginsborg, 2008).


Tendo em conta este estado de coisas, não é estranho o afastamento entre o exercício da cidadania política e os valores e hábitos que se ganham através da cultura familiar. No entanto será interessante perceber os efeitos do reforço do individualismo na procura de entretenimento, especialmente porque o uso da Internet – que é um espaço muito mais livre – vai alastrado e porque a televisão também está a evoluir para formatos mais costumáveis em que se pode escolher o que ver e quando.
 
Referências bibliográficas
• Ginsborg, Paul. “A Democracia que Não Há - O que fazer para proteger o bem político mais precioso dos nossos tempos”. Editorial Teorema, 2008.
• Levine, Peter. “Can the Internet Rescue Democracy? Toward an On-line Commons. Democracy’s Moment: Reforming the American: Political System for the 21st Century”.Lanham, MD, Rowman & Littlefield. 2002.
• Naim, Moises. “O Fim do Poder - Dos campos de Batalha às administrações, aos Estados e às Igrejas. Porque ter poder já não é o que era”. Gradiva, 2014.
• Tocqueville, Alexis de. “Da Democracia na América”. Princípia, 2001.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Porque incomodam tanto aos Muçulmanos os Cartoons Maomé

Depois dos ataques terroristas ao Charlie Hebdo o mundo ocidental ficou estarrecido. A justificação terá sido o modo insultuoso como o jornal havia representado, diversas vezes, o profeta do Islão. Mas, conhecendo um pouco da cultura e tradições islâmicas, percebe-se que, mesmo que os cartoons não fossem insultuosos haveria sempre protestos fortes contra qualquer tipo de representação do profeta. Falo de reações puramente religiosas e não políticas, embora isso seja difícil de separar no Islão.
Muitos Xiitas e Sunitas, as duas principais correntes atuais do islamismo, condenam qualquer representação antropomórfica do profeta. Embora aparentemente essa não seja uma proibição direta expressa no Alcorão, alguns Hadith – tradições islâmicas de valor jurisprudencial - condenam-nas diretamente. Esta justificação tem origem antiga, advém do perigo da idolatria, quando um ídolo passa a ser mais importante que o significado representado. Também existem correntes que seguem pela proibição, pois somente Alá pode criar vida, mesmo que somente em representação.
O Profeta orando na Kaaba - gravura otomana do século XVI
Curiosamente, no próprio cristianismo surgiram movimentos semelhantes, por exemplo o movimento iconoclasta Bizantino e algumas tendências Protestantes já da época moderna, condenam qualquer representação de Jesus e demais personalidades bíblicas, muito menos de Deus. Apenas a cruz era possível de representar.
Voltando ao islamismo, não é de estranhar que para identificação visual do profeta se tenha recorrido a representações monográficas em escrita árabe. Também não é estranho estarem banidas das mesquitas quaisquer representações decorativas de vida. Habitualmente recorriam e recorre-se apenas a formas geometrizadas e às passagens do Alcorão como decorações e formas de passar a mensagem religiosa.
Por outro lado, se há registos de Hadith que fazem a proibição representativa de Maomé, também se encontraram Hadith que o representam, ainda que em alguns ele possa aparecer encoberto por véus ou representado simbolicamente como uma chama.
Extremismos, fanatismos e fundamentalismos à parte, para compreender o que se passa no mundo atualmente é necessário conhecer um pouco mais dos princípios pelos quais se regem os muçulmanos, e perceber que nem sempre os valores e ideais são universais entre todas as culturas. O que pode ser inofensivo para uma cultura pode não ser para outra.

Referências Bibliográficas
  • Donini, Pier Giovanni. “O Mundo Islâmico - Do Século XVI à Actualidade”. Editorial Presença, 2008.
  • Larsson, Göran. “Muslims and the New Media”. Ashgate, 2011
  • Grabar, Oleg. "The Story of Portraits of the Prophet Muhammad". Studia Islamica, 2003.
  • Robinson, C. F. “Islamic Historiography”. Cambridge University Press, 2003.

domingo, 16 de setembro de 2012

Após Acordo Ortográfico a maioria das visitas ao Blogue veem do Brasil

O mais recente acordo ortográfico, que entrou em vigor em 2009 em Portugal (1.1), gerou desde então, ao longo de um processo moroso que começou muito antes (1.2), grande discussão e contestação. 
Do lado dos detratores do acordo defende-se, entre muitas posições, a descaracterização da Língua Portuguesa, e o seu afastamento para com as suas origens históricas. Do lado dos defensores do acordo empunha-se o estandarte da oportunidade de crescimento da língua, dos espaços e mercados do português como língua muito mais universalista. No fundo, as mudanças, via acordo ortográfico, aproximariam o português dos vários países de língua oficial portuguesa, dando-lhes escala em todos os sentidos, potencialmente alargando o próprio grupo da lusofonia. A isso juntar-se-lhe-ia todo o potencial económico associado decorrente do alargamento e criação de um mercado cultural único para os vários países, ou seja, haveriam muitos mais leitores e os custos de publicação e divulgação seriam reduzidos.
Bem, ambas as posições são, no mínimo, defensáveis, mas ainda haverá - com certeza - muita discussão sobre este assunto, e só o tempo revelará que as previsões se concretizarão.
Baile Popular -Di Cavalcanti
A experiência aqui do blogue, no que toca à escrita segundo o novo Acordo Ortográfico, tem sido reveladora: desde que os textos começaram a ser publicados segundo o novo Acordo Ortográfico o número de visitas vindas do Brasil subiu exponencialmente, sendo hoje o país de onde mais se visita A Busca pela Sabedoria. Obviamente que este exemplo não é representativo e não serve para provar nada, mas pode servir para refletir. 
No entanto, apesar das vantagens de crescimento do mercado para as publicações em português há um dado curioso que raramente é divulgado. Apesar de existir um novo Acordo Ortográfico com o intuito uniformizar o português falado pelo mundo fora, existem variantes para cada país dentro do atual acordo! No fundo, continua a não haver uniformidade total.
Talvez venha um dia em que o português seja uma língua uniforme mundial ou então que desapareça para dar origem a outras línguas. Ninguém saberá isso, até porque a Língua Portuguesa nunca foi estanque, até porque não nasceu do nada e porque tem, como todas as línguas, uma história de reformulações alterações, divergências e uniformizações.

Fontes:
(1) -Portal da Língua Portuguesa, disponível emhttp://www.portaldalinguaportuguesa.org/acordo.php
(2) - História da língua portuguesa, disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_l%C3%ADngua_portuguesa

sábado, 18 de agosto de 2012

Manipular as Ações Alheias Sugerindo Ideias Indiretas – A Impulsão Ideomotora


E se conseguissem influenciar os nossos comportamentos e ações físicas através de ideias indiretas? Bem, parece que podem de facto, que de um modo inconsciente somos altamente influenciáveis, sem disso termos a mínima perceção, pelas mais ínfimas sugestões. 
Os papagaios  (os acrobatas)- Fernad Léger
Uma das experiências clássicas da psicologia social, uma entre muitas referidas no livro “Pensar, Depressa e Devagar”, realizada pelo John Bargh revela o modo como, indiretamente, qualquer pessoa é altamente influenciada apenas por ideias. Nessa experiência foi pedido a um grupo de jovens que ordenassem um conjunto limitado de palavras numa frase coerente. A metade dos indivíduos disponibilizou-se um rol de palavras relacionadas indiretamente com o tema da velhice. Aos restantes não havia qualquer relação de conjunto das palavras a qualquer tema evidente. Depois de todos participantes na experiência concluírem a tarefa proposta, atravessaram um corredor para continuarem com mais testes, mas era no percurso entre salas que residia verdadeiramente a experiência. Por mais surpreendente que possa parecer, os jovens que tinham formulado frases com alusões à velhice deslocaram-me mais lentamente que os outros. Num questionário posterior a maioria dos jovens a quem tinham sido fornecidas palavras relacionadas com velhice consideraram não ter notado qualquer tema em comum nas palavras.
Este exemplo experimental, relatado por Daniel Kahneman na obra já citada, revela como podemos ser facilmente influenciados por impulsões. Neste caso concreto foi uma ideia subliminar que gerou uma ação inconsciente e não premeditada: deu-se o efeito ideomotor (*). Então, tendo em conta o exemplo e aplicando o pensamento indutivo, muitos poderão ser os casos em que os nossos comportamentos e ações são, propositadamente ou não, influenciados pelas ideias que existem e são disseminadas à nossa volta. É quase preocupante concluir quão facilmente podemos ser influenciados, quão ténues e simples podem também ser os meios e os modos de o fazer, e quão evidentes podem ser os resultados. Se, muitas vezes, sem intenção podemos ser levados a ter certos comportamentos, imagina-se então quando essa influência é propositada. O primeiro passo para tentar minimizar essa disposição natural, caso se pretenda enveredar por esse caminho, é começar por admitir e assumir a facilidade como qualquer um de nós é influenciado pelo meio e pelas ideias.

Nota: O Livro no qual se fundamentou o presente texto é incrivelmente útil e interessante para quem se quer iniciar na psicologia social. Daniel Kahneman escreve de um modo simples, por vezes até sarcasticamente divertido, recorrendo e referindo muitos exemplos de experiências que ajudam à compreensão de conceitos e saberes complexos e de especialidade. Seguramente que esta mesma obra será utilizada posteriormente como base a mais textos. Sem dúvida que a recomendo. Não foi por acaso que o autor, que é psicólogo, ganhou o prémio Nobel da Economia, por mais estranho que possa parecer à primeira vista.

Referências Bibliográficas
(*) Kahneman, Daniel. “Pensar, Depressa e Devagar”. Temas e Debates, 2012

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A Busca pela sabedoria - criado em Agosto de 2009 por Micael Sousa



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