sexta-feira, 4 de março de 2011

Filme: "O Homem que não estava lá"

"O Homem que não estava lá", ou o "Barbeiro" - uma tradução nada literal esta última -, é mais um filme de Ethan e Joel Coen - os famosos irmãos Coen - que aqui trago ao blogue. Este filme de 2001 ganhou nesse mesmo ano o prémio de melhor director do festival de Cannes
 
O filme é integralmente filmado a preto e branco, os planos e o enquadramento são magistrais, mas ainda melhor que isso são os contrastes e a luz - algo que transparece mais provavelmente por ter sido filmado conjugando apenas duas cores "antagónicas".
A banda sonora, que utiliza muito das sonatas de Beethoven, compõe ainda mais o filme e dá-lhe um travo sonoro especial delicioso.
 
Mas para além da parte técnica da filmagem e sonoplastia, o filme vale a pena também pelo desempenho da personagem principal, como o actor (Billy Bob Thornton) consegue encarnar numa personagem que se quer propositadamente expressiva sem demonstrar grandes expressões durante a acção. Ao nível do enredo, eu diria que se trata da descrição pessoal, por parte da principal das personagens, com o intuito da compreensão do seu próprio papel na história e o próprio sentido e razão de tudo o que aconteceu, ou seja, a razão do própria história do filme que vive muito da intimidade da personagem central. O facto da obra ser a "preto e braco" acentua ainda mais o facto de se poder considerar um filme de época, passado no final dos anos 40 do século XX. 

Pensar sobre o que transmite "O Homem que não estava lá", leva-me questionar sobre quantos de nós não olham para trás, analisando a própria vida, os acontecimentos, escolhas e fortuitos na tentativa de encontrar um sentido para o fim?
 
Divagações à parte, esta é mais uma obra dos irmão Coen a ver e desfrutar.

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