domingo, 20 de setembro de 2009

O Livro: A Filosofia com humor

A Filosofia é quase sempre associada a algo aborrecido, maçudo e capaz de resolver problemas de insónias a quem tente ler um livro do género. Tal preconceito não faz qualquer sentido e só é defensável se nunca se tiver lido verdadeiramente algo sobre filosofia e os vários filósofos. Mas nem sempre a conjugação entre humor e filosofia é evidente, até porque as vertentes mais bem-humorada tendem a ficar de fora dos conteúdos programáticos leccionados nas escolas. Para comprovar que a filosofia pode ser um acto de humor irei citar algumas das passagens do livro: Filosofia com Humor, do professor de Filosofia Pedro González Calero. Irei apenas aqui apresentar algumas pequenos pensamentos e excertos, dos que achei mais originais e bem humorados, de alguns dos mais conhecidos dos Filósofos da nossa história.
Espero que quem isto leia, sinta a curiosidade de pegar com carinho neste livro e rir ao ler uma obra de Filosofia.

Aqui ficam alguns desses excertos:

Porque é que razão não tens filhos? - perguntaram, noutra ocasião a Tales. E ele respondeu:
- Por compaixão para com as crianças.

Segundo Platão, Tales andava Certa ocasião a observar os astros, quando caiu num poço. Alguém vendo a cena disse-lhe:
- O que é que estás à espera de ver no céu, se nem és capaz de ver o chão que pisas.

Quando um oleiro consultou Sócrates sobre o que fazer, se havia de se casar ou permanecer solteiros, Sócrates aconselho-o:
- Faças o que fizeres, vais arrepender-te.

Quando passeava pelos mercados a abarrotar de mercadorias, Sócrates costumava dizer:
- Ena, que quantidade de coisas... de que não preciso!

Alguém avisou certa vez Sócrates de que um vizinho andava a falar mal dele. E Sócrates limitou-se a comentar:
- Não me admira que fale mal de mim, porque nunca aprendeu a falar bem.

Quando um mercador abastado pediu a Aristipo que se encarregasse da educação do seu filho, este pediu-lhe como pagamento 500 dracmas, uma quantia que pareceu ao outro exagerada.
- Por esse dinheiro podia comprar um bom burro - disse lhe.
E Aristipo respondeu:
- Podes fazê-lo: assim ficas com dois burros em casa.

Aristipo dispôs que na sua lápide do seu sepulcro se gravasse a seguinte inscrição:
«Aqui repousa quem vos aguarda.»

Perguntaram a Diógenes qual era a melhor hora para comer e ele respondeu:
 - Se fores rico, quando quiseres, se fores pobre, quando puderes.

Vendo que um filho de uma meretriz andava entretido a atirar pedras às pessoas, Diógenes gritou-lhe:
- Rapaz, não atires pedras aos desconhecidos, que podes acertar no teu pai.

Um mestre Zen caminhava na escuridão da noite, acompanhado pelo seu discipulo. Como o mestre levava na mão uma tocha acesa, o discípulo disse-lhe:
- Mestre, tinha ouvido que conseguíeis ver na escuridão.
- E consigo - assentiu o mestre.
- Então, para que necessitas da luz da tocha?
- Para que aqueles que não conseguem ver na escuridão não tropecem em mim.

Na sua joventude, Santo Agostinho recitava esta prece: «Senhor, concedei-me a castidade e a continência, mas ainda não.»

Quando perguntaram a Madame de Stael como explicava que as mulheres bonitas tivessem mais sucesso junto dos homens do que as mulheres inteligentes, ela respondeu:
- Porque há poucos homens cegos, mas muitos parvos.

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A Busca pela sabedoria - criado em Agosto de 2009 por Micael Sousa