sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Livro: Homens, Espadas e Tomates

Este será um livro que recordarei sempre e que, se em algum momento o meu orgulho de ser Português esmorecer, consultarei e voltarei a ler. O título deste livro é mais que elucidativo - até mesmo bem-humorado por utilizar uma metáfora muito própria do vernáculo nacional mais popular -, e permite desde logo perceber os temas que aborda e tipo de histórias que relata: Homens Espadas e Tomates.
Quanto aos Homens, eles são os Portugueses, os guerreiros destemidos e corajosos, por vezes também imprudentes mas sempre empreendedores que, munidos de uma auto-confiança genuína, fizeram a expansão Portuguesa no século XVI e mantiveram o poderio nacional por terras distantes das Índias, Ásia e África durante esse mesmo século. Através da referência a esta obra não pretendo enaltecer a vertente colonialista  do Império Português - com todos os seus episódios de violência - , mas sim os actos de coragem e de intrepidez de um Povo que nunca virou a cara à luta e enfrentava as dificuldades com coragem e acção, apesar da desvantagem numérica permanente.
As Armas, aquelas utilizadas como ferramentas de conquista e manutenção dos interesses portugueses, surgiram, muitas delas, de invenções e aperfeiçoamentos técnicos dos armeiros Portugueses, que impelidos pela necessidade de compensar a inferioridade numérica dos portugueses, souberam criar novas armas - mesmo que somente através de pequenas adaptações e ajustes - e técnicas bélicas que davam vantagem aos nossos guerreiros.
O termo Tomates - em bom castiço português - é aqui utilizado não é um substantivo mas como um adjectivo capaz de descrever "estilisticamente" a coragem nacional - somente com eles [tomates]  poderia ser possível levar a cabo as façanhas descritas no livro.
Citando alguns excertos do livro:
  • ...Suleimão Paxá cercou, com cerca de 70 galés turcas e um exército de terra de 23.000 homens, a fortaleza de Diu, defendida por apenas 600 portugueses. Após meses de lutas incessantes e a perda de milhares de homens, o turco desistiu do cerco, considerando os portugueses invencíveis. Entre os mortos e feridos do lado português, já só havia 40 guerreiros capazes de lutar quando o exército inimigo se retirou.
  • Um piloto português veio da Índia para Portugal num pequeno barco a remos com uma só vela, tendo o Rei D. João III mandado queimar a minúscula embarcação para não constar que uma viagem destas fosse possível.
  • Um português desafiou sozinho um exército turco de milhares de guerreiros para recuperar um capacete perdido que lhe tinha sido emprestado.
  • Cinco portugueses tomaram uma galé turca de 150 guerreiros.
  • Dois portugueses defenderam um baluarte em ruínas contra 700 turcos que o estavam a escalar, impedindo a sua tomada.
  • 120 portugueses conquistaram e queimaram uma fortaleza defendida por um exército de 50.000 guerreiros...
O Portugal de hoje é muito diferente do de antigamente - se calhar até para melhor pois não precisamos de andar de espada em riste -, mas as pessoas detém em si ao mesmo potencial de realizar grandes feitos, basta que seja canalizado para os novos desafios do século XXI.

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