segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Meandro – um dos primeiros ícones e, quiçá, "marcas"

Provavelmente, muitos de nós usam a expressões do género “andei pelos meandros…” para descrever uma viagem ou demanda onde andamos próximos de algo, fazendo desvios, trajectos sinuosos, difíceis ou complicados. Mas qual a origem do termo? O que é um meandro?
Bem, para começar, do ponto de vista hidrográfico um meandro é uma sinuosidade acentuada do desenvolvimento de um rio, por vezes tão acentuada que chega a inverter o sentido do curso de água. Este fenómeno está associado à geologia do terreno por onde corre a massa de água e dos processos de erosão que foram ocorrendo e que definiram o próprio leito do rio. No fundo, um meandro para a hidrologia (entre outras ciências) é, de um modo simplista, um rio, ou parte dele, que serpenteia – isto em observação aérea.
Para o oceano - Mark Dixon
Mas este nome não foi inventado propositadamente para caracterizar esta curiosidade hidrográfica, Meandro era mesmo o nome de um rio na antiguidade clássica. Meandro, ou Maiandros (Μαίανδρος), era o  famoso rio que, ostentando uma forma muito sinuosa, passava nas imediações da também famosa cidade de Mileto na Ásia Menor – actual Turquia. A forma do Rio Meandro era muito caricata, pois curvava quase sobre si mesmo. -enquanto se encaminhava para o Mar Mediterrâneo. Esta originalidade natural foi, possivelmente , a inspiração para  a criação de um ícone estilístico chamado também de meandro. Este ícone foi muito utilizado pela cultura helénica (grega), era uma forma estilizada que fazia lembrar a do  próprio Rio Meandro. 
Meandro
No entanto, não se exclui a possibilidade de ter sido essa já conhecida forma geométrica - o meandro - que baptizou posteriormente o rio que corria perto de Mileto. Dúvidas e incertezas à parte, o meandro é hoje um símbolo que facilmente relacionamos com a Grécia Antiga. Trata-se quase de uma “marca”, de um ícone de sucesso com milhares de anos, que persiste na nossa cultura, sem perder a sua actualidade e valor estético.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ainda há economistas que exigem a regulamentação dos Mercados

Num texto que me chegou pela mão, aliás, pelo e-mail, de um amigo, é exposta uma interessante análise e argumentação sobre questões relacionadas com a actual crise económica. Deste documento, assinado por vários membros da “Associação Francesa de Economia Política” e intitulado de “Manifesto dos economistas aterrorizados – Crise e Dívida na Europa: 10 falsas evidências, 22 medidas em debate para sair do impasse”, constam vários exercícios de análise e resolução para a dita crise. Mas, desse documento, o que me fez mesmo criar este texto foi: a argumentação destes economistas contra a teoria – tão cara aos defensores do neo-liberalismo – de que os mercados são auto-reguláveis, que se auto-equilibram no sentido da sua própria sustentabilidade e eficiência. Sendo essa falácia - segundo os autores - ainda mais marcante e evidente no caso dos mercados financeiros.
Cesto de maças - Cézanne
Então, para estes economistas franceses, nos Mercados a concorrência auto-regula-se devido à chamada “lei da oferta e da procura”, teoria que consiste em: “…quando o preço de um bem aumenta, a oferta e os compradores reduzem a procura; o preço baixa e regressa, portanto, ao nível de equilíbrio”. Eu diria - relembrando as palavras de um amigo economista, - que isto só é verdade se realmente todos os intervenientes nos Mercados forem racionais – coisa que nem sempre acontece como todos sabemos.
Bem, mas estas palavras nada têm de novo ou inovador, esta explicação não é mais do que economia e teoria dos Mercados do mais básico e simples, algo corriqueiro e ao nível daquilo que se considera ser cultura geral. A próxima constatação também nada traz de novo, especialmente para quem se dedica a tentar perceber e compreender os fenómenos de especulação, mais propriamente os fenómenos que provocam as famosas “bolhas especulativas”. No entanto, dado o momento que vivemos parece-me importante  voltar a reforçar – tal como fazem os autores do documento em causa – que, se os Mercados nem sempre são auto-reguláveis, muito menos propensos à auto-regulação serão os Mercados Financeiros.
A desregulamentação leva, directa ou indirectamente, à especulação (racional ou não). O  caos extremo, resultante das actividades especulativas, marcou um dos dias mais terrivelmente conhecidos da História do século XX, refiro-me à quinta-feira negra de 1929, evento que só não voltou a repetir-se com a crise de 2008 (tendo em conta as óbvias diferenças) devido à intervenção forçada – regulação à força – que Estados e outras Entidades concretizaram. Vejam-se então as palavras dos autores do documento sobre a descrição do processo que origina as famosas “bolhas especulativas”, fenómenos que podem levar ao caos: “…[no caso dos Mercados financeiros,] quando o preço [de um produto ou bem financeiro] aumenta é frequente constatar não uma descida mas sim um aumento da procura! De facto, a subida de preço significa uma rentabilidade maior para aqueles que possuem o título, em virtude das mais-valias que auferem. A subida de preço atrai portanto novos compradores, o que reforça ainda mais a subida inicial. As promessas de bónus incentivam os que efectuam as transacções a ampliar ainda mais o movimento. Até ao acidente, imprevisível mas inevitável, que provoca a inversão das expectativas e o colapso..."

Muito pessoalmente – sendo pouco importante aqui a minha opinião pois sou um mero curioso nestas lides -, vejo como inevitável e, acima de tudo, desejável, a regulamentação séria e consciente, em ser totalitária ou repressiva de modo a evitar males ainda piores, dos Mercados – Mercados financeiro incluídos.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

As velas e o terramoto de 1755

O terramoto de 1755 é um dos acontecimentos mais marcantes e dramáticos da História de Portugal, e mesmo o português menos interessado pelos temas históricos já ouviu, com certeza, falar sobre esse fatídico dia, tal como a posterior acção de reconstrução levada a cabo por Sebastião José de Carvalho e Melo – futuro Marquês de Pombal e ministro forte do rei D. José I.
Gravura do terramoto de Lisboa de 1755 - autor desconhecido
Foi no dia 1 de Novembro, um feriado religioso dedicado a “todos-os-santos” segundo tradição católica – algo que acontece ainda hoje -, que a famigerada hecatombe devastou Lisboa, privando-a de uma grande parte do seu património urbano (muitas zonas da cidade foram destruídas e muitos dos principais edifícios ficaram em ruínas) e humano (muitas lisboetas faleceram nesse dia, vítimas do terramoto propriamente dito ou das consequências dele). Mas para que o terramoto de 1755 tivesse atingido o grau de destruição que atingiu, ao ponto de ter causado tal horror que os principais pensadores da época europeus chegaram mesmo a escrever e meditar sobre esse traumático evento (Voltaire e Kant escreveram propositadamente sobre o tema), contribuiu também o que aconteceu imediatamente a seguir ao terramoto propriamente dito. Nesse dia, por ser um importante feriado religioso – dia de todos-os-santos –, as igrejas estavam iluminadas com um número excepcional elevado de velas. Ao ruírem os edifícios, igrejas incluídas, as velas derrubadas propiciaram e causaram incêndios de grande escala (consta que lavraram durante 5 dias sobre as ruínas da capital). Ao deflagrar dos incêndios seguir-se-ia um maremoto – tsunami como é agora mais conhecido – que arrasou com a baixa já destruída. Foi este misto de calamidades que realmente tornou o dia 1 de Novembro de 1755 um dos dias mais negros da nossa História.
Isto na altura pareceu, a uma sociedade bastante religiosa, como que um castigo divino, algo que fez com que alguns pretensos profetas aproveitassem o evento para criticar as praticas e hábitos sociais da Lisboa de meados de século XVIII. Felizmente que estava perto do poder o homem certo (o Marquês de Pombal) para dissipar os obscurantismos e, com a sua energia, assumir as rédeas do governo e reconstruir a nossa capital.
Gravura das ruínas da Ópera do Tejo depois do terramoto de 1755 - Le Blas
O terramoto que destruiu a capital portuguesa chocou toda a Europa e muitos pensadores do iluminismo aproveitaram para teorizar e filosofar sobre as causas, razões e impactos desta calamidade.

É caso para pensar sobre este evento do passado e fazer tudo o que for possível para que não se repita. É caso para ter cuidado com as velas, até porque a mais inocente das velas pode ser provocadora de um acidente e, quando aliada com outros perigos, ascender a um potencial de perigo inimaginável...

Fontes: Cultura, tudo o que é preciso saber - Dietrich Schwanitz

domingo, 31 de outubro de 2010

Mesmo à beira da Bancarrota a Grécia é muito rica

A Grécia é sem dúvida um dos países mais importantes da História da Humanidade, não tanto pelo seu presente – embora não se saibam quais as repercussões da actual crise que vive – mas mais pelo seu passado. Não que o país que hoje é a Grécia seja herdeiro directo e espelhe nitidamente a civilização tão importante que existiu naquela zona geográfica, grupo de várias cidades-estado unidas por uma língua, cultura e religião comum, –  pois a aculturação aos invasores posteriores à dita cultura grega clássica foi muito significativa. Até porque A Grécia da antiguidade nunca foi um império, um país, ou sequer um todo coerente.
Mas hoje, a Grécia, enquanto país, continua a ser importante pois é a nação que alberga e cuida – muito zelosamente e com um turismo instituído muitíssimo profissional, onde por exemplo os guias turísticos têm sindicado e formação acreditada para o exercício da sua profissão – da riqueza cultural e arquitectónica da Grécia do passado - berço da cultural Ocidental.
Lord Byron no seu leito de morte - Joseph-Denis Odevaere
Apesar de ser uma nação recente (pouco mais de 150 anos), são bem evidentes na Grécia de hoje as influências do passado, os efeitos e marcas das várias migrações e ocupações de povos estrangeiros que o território sofreu. Trata-se de um país que resulta de uma mistura cultural muito rica, de uma fusão que deu origem a uma sociedade e cultura muito particular – um misto de ocidente e oriente.
Deixo aqui então algumas particularidades e curiosidades culturais e linguísticas da Grécia de hoje, características de uma sociedade que é fruto de uma mescla de um valioso capital humano e cultural:
•    Os Gregos não se intitulam a eles próprios de Gregos mas sim de Elenos e chamam à sua terra Élade (estes termos costumam ser escritos com “H”, mas são os próprio gregos que afirmam que a forma correcta de se escrever é sem “H”), que etimologicamente significa terra da luz e da Pedra. Foram o Romanos que chamaram aos Elenos de Gregos.
•     A maior parte dos termos ligados às várias ciências são de origem grega e dizem-se de igualmente nas línguas que derivam do Latim – 30% do Latim advém do Grego antigo -, por exemplo: psicologia, oftalmologia, dermatologista, pedagogia, entre muitas outras.
•     Curiosamente quando os gregos dizem “Ne” querem dizer "Sim" e quando dizem “Ochi” querem dizer "não" – algo que pode levar a muitas confusões, especialmente aos turistas falantes de línguas latinas.

Nem toda a riqueza é física. A Grécia, apesar de hoje estar em dificuldades financeiras, culturalmente e historicamente é riquíssima - isso ninguém lhe pode jamais tirar!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

«Luta, Sexo e Droga» – um filme sobre a violência pela violência, sem causas

«Luta, sexo e droga», ou no título original «The Football Factory», é um filme inglês sobre hooligans, sobre o modo como vivem alguns desses hooligans fora dos estádios - até porque aqui neste filme pouco ou nada se vêm manifestações do desporto propriamente dito, nem um pedaço de relva de um estádio durante um jogo se vê durante o filme.
Submetendo este filme a uma abordagem mais abrangente, querendo tirar conclusões sobre estes grupos e a sociedade que trata, fica ideia do drama social de indivíduos que lutam – no sentido físico do termo -, que lutam pelo simples facto de gostarem de lutar e de apreciarem a violência. Apreciam-na como modo de vida e como afirmação social, chegando mesmo a ser um modo de expressão cultural, explicável quando falham ou são remetidos para segundo plano outros valores culturais. Nesta obra cinematográfica os hooligans, para além de violentos, são também retratados como consumidores de drogas de todo o tipo e fiéis amigos do álcool na forma de cerveja. Não sei se propositado ou não, mas nem sequer vemos emblemas dos clubes – algo que pode significar a enfatização de que o clube ou o desporto em si pouco importam aqui, o que vale é o gosto pela violência e comportamentos desviantes.
A carga dramática é intensificada com a introdução e participação no enredo de personagens que pertencem a um passado, a uma geração que teve de lutar com orgulho na 2ª Guerra Mundial contra os Nazis. Estes heróis de guerra – representados na figura do avô da personagem principal – simbolizam uma época em que recorria à violência, mas somente como resposta inevitável a forças que atentavam contra valores nobres como a liberdade. No fundo, a leitura e principal mensagem que, na minha opinião, se pode tirar deste filme é a chamada de atenção para um problema social, um que afecta Inglaterra, mas também outros países desenvolvidos: as gerações de jovens que enveredam pela irreverência, com base na violência, sem qualquer causa nobre ou sentido para essa atitude, para além do simples gosto pela agressão! 
O narrador chega a dizer numa das suas introspecções, enquanto observamos uma cena de pancadaria envolvendo vários “hooligans” rivais: “…não há mais nada de interessante para fazer num sábado à tarde…

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Anaquim e as vidas dos outros – um retrato social através da música

Já há algum tempo que gostava de fazer aqui no blogue referência a uma nova banda portuguesa, uma banda muitíssimo original. Quer pelo som, quer pelos temas e conteúdos que aborda nas letras cantadas. Refiro-me aos «Anaquim». Sem dúvida que o som é original e, não sendo eu grande especialista em instrumentos musicais e sua utilização para a criação musical, arrisco-me a dizer que chega a ser de extrema qualidade e a ser uma lufada de ar-fresco no panorama musical português. A voz do vocalista é também muito interessante e característica. Mas, aquilo que realmente gostava de destacar nesta banda são as letras do seu primeiro álbum - «as vidas dos outros».
Capa do álbum «as vida dos outros» da banda «Anaquim»
Ao ouvirmos «as vidas dos outros» dos «Anaquim» conseguimos, só pelas canções, fazer uma espécie de retrato social do Portugal contemporâneo - bem-humorado e satírico. A crítica social é mais que evidente, a descrição de ambientes e comportamentos sociais, bem próprios das gentes lusas, é quase realista. «Anaquim» não será aquela pura música de intervenção social – apesar de o ser em parte -, penso que será mais música de descrição e caracterização social. Será que se inventou um novo género para caracterizar canções?

Deixo aqui o link da página de myspace de «Anaquim» onde se pode ouvir gratuitamente o álbum «as vidas dos outros»: http://www.myspace.com/anaquim.info

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A ditadura em Portugal caiu (indirectamente) devido à NATO?

Como sabemos, Portugal foi um dos países fundadores da NATO. Hoje faz todo o sentido, mesmo que a Guerra Fria esteja lá longe, que um país com o sistema político que hoje é vigente em Portugal faça parte da NATO - Isto se considerarmos que a NATO era uma organização que pretendia defender as democracias ocidentais do bloco comunista de Leste liderado pela URSS. Mas faria sentido quando Portugal era uma ditadura?
Par da fantasia de Walt Disney a dançar  - Paula Rego
Recentemente foi exibido no Canal de Historia um documentário que trata este assunto. Esse trabalho intitula-se «Portugal e a NATO» e é da autoria de Alexandra Pereira e Rui Pinto de Almeida. Esta questão com que iniciei o texto tenta ser respondida neste documentário, fazendo uma análise histórica do período desde os anos 50 até ao final da Guerra Colonial.
Os autores referem que só foi possível a Portugal, em pleno apogeu do Estado Novo, protagonizar este papel devido à sua situação geopolítica e estratégica. Mais concretamente pela necessidade dos EUA precisarem de ter uma base militar a meio caminho entre os continentes Americanos e Europeu.  Daí a presença em território nacional de forças dos EUA na Base da Lajes nos Açores – que ainda hoje continua activa e um ponto estratégico operacional da NATO. Assim, os EUA, suportaram uma ditadura que, apesar de não apoiarem formalmente, era tolerável e preferível a ver a URSS avançar mais sobre a Europa e ameaçar a hegemonia Americana sobre as nações democratizadas. Aqui se demonstra o pragmatismo, quase maquiavélico, da política externa Americana da altura da Guerra Fria.
Desta relação entre Salazar e a NATO surgiram dois acontecimentos nacionais que valem a pena ser referidos e que, de um certo modo, condicionaram a história portuguesa das décadas seguintes: as formações que a NATO deu aos oficiais portugueses, tendo-lhes disseminado alguns dos ideais e valores da liberdade e democracia – veja-se o caso das iniciativas do General Humberto Delgado e dos Capitães de Abril; o afastamento e isolamento internacional em que Salazar colocou Portugal - daí a frase "orgulhosamente sós" - ao utilizar, sem autorização dos EUA, as armas fornecidas pela NATO nos teatros da Guerra Colonial quando deveriam ser apenas para defesa contra os soviéticos numa eventual guerra.
Assim, indirectamente, a NATO acabou por fazer cair o Estado Novo e contribuir para que se restaurasse a Democracia em Portugal, ainda que passado muito tempo e tendo acontecido muitos incidentes até isso se ter realmente concretizado.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Uma razão pela qual ainda não utilizamos automóveis eléctricos

Apesar de actualmente, ao contrário do que aconteceu há cerca de dois anos ou três anos, os preços dos combustíveis fosseis não serem a maior das nossas preocupações, muitos são os que continuam a especular a razão pela qual ainda estamos tão dependentes dos automóveis com motores de explosão interna para nos movermos. Na verdade, os motores eléctricos actuais são bem mais eficientes e, em alguns casos, tão ou mais potentes e economicamente viáveis como os de combustão interna. Basta pensarmos que a maioria da maquinaria industrial é movida por energia eléctrica – não consta que o sector da indústria opte por equipamentos e máquinas ineficientes. Então, assim é, qual a razão para não usarmos automóveis eléctricos no nosso dia-a-dia? Bem, evitando teorias da conspiração, uma das razões reside numa limitação: o modo de armazenar a energia eléctrica para fazer mover estes veículos.
Actualmente os veículos eléctricos dependem do uso de baterias e são esses dispositivos que limitam a autonomia do automóvel eléctrico. Em média, carregando uma bateria entre 2 a 3 horas não se consegue percorrer mais de 200 milhas. E a utilização de maiores quantidades de baterias, com mais capacidade, iria aumentar de modo incomportável o peso do veículo, fazendo com que fosse necessária ainda mais energia proveniente de ainda mais baterias para o fazer mover. Já para não falar que as baterias têm enormes impactes ambientaistransporte ferroviário. Trata-se do carregamento do veículo em estrada. Esta possibilidade permitiria utilizar veículos com baterias mais leves – com autonomia para 50 ou 60 milhas – servindo apenas para os alimentar enquanto estivessem desligados da rede de abastecimento, diminuído assim a necessidade de um conjunto volumoso e pesado de baterias.
Para já pode parecer ficção científica, algo que Steven Spielberg vislumbrou parcialmente no seu filme «Relatório Minoritário». Quem sabe se o famoso realizador não tenha feito uma espécie de “profecia” tecnológica?

Fonte: Buiel, E. R. (2008). Advances in Battery Development for Vehicles (Advanced Lead Acid and Li-ion), Near Term Electrification of Transportation System, Feasibility of Near Term Retrofitting of Inefficient Vehicles to EV’s. U. S. C. o. E. a. N. Resources, US Senate

domingo, 17 de outubro de 2010

«Destruir depois de Ler» - falta de formação para lidar com informação?

Ainda tenho o DVD do filme «Destruir depois de ler» a rodar no leitor e os créditos a passar na televisão, mas nem por isso posso evitar de deixar já aqui umas considerações sobre esta excelente obra dos irmãos Coen. «Destruir depois de ler» é um quase filme de espionagem em que a marca dos conhecidos realizadores salta à vista – cenas inesperadas, personagens ingénuas e colocadas em situações altamente improváveis que fazem funcionar todo o enredo.
Salientava aqui sobre o filme algo que me fez escrever estas palavras de imediato: o valor e importância de saber lidar com a informação. Toda a trama é sobre isso mesmo, ter ferramentas cognitivas para saber lidar com a informação com que somos confrontados – seja qual for o modo como a obtemos.
Será que nós, cidadão de um mundo globalizado a viver na era da informação também, temos todo o saber e destreza intelectual para lidar com todo o saber com que somos bombardeados todos os dias?
Acho que é caso para perguntar: temos formação para lidar com toda a informação que nos "dão" ou querem impingir?

10000 e tal visitas - mais um motivo para celebrar

Ainda me lembro de, recentemente, ter festejado aqui as 5.000 visitas ao blogue. Na altura para assinalar o acontecimento fiz reviver a nossa antiga moeda - o escudo - através de imagens das três versões das notas de 5.000 escudos - numa clara alusão ao número de visitas em causa.
Agora que o contador de visitas registou mais de 10000 - valor que terei de confiar que é certo - irei de novo celebrar o atingir de mais um marco significativo de visitas. Como ainda se fizeram notas de escudos com a quantidade de 10.000 volto a usar o dinheiro para a celebração, não pelo valor monetário mas pelo valor que essas notas têm enquanto criações de arte e design (e até de divulgação histórica pelas personalidades que usam) para os usos da compra e venda. 
Recentemente também a República portuguesa fez 100 anos. Se não tivéssemos aderido ao Euro também o Escudo - enquanto moeda nacional - faria 100 anos. Só espero que a República continue a persistir sem definhar - a não ser que se descubra uma melhor forma de governo - seja qual for a moeda que usemos, pois o dinheiro é só dinheiro e a republica seguramente vale mais que isso - pelo menos ideologicamente de um ponto de vista ideal (redundâncias à parte).
Nota de 10.000 escudos de 1989 em honra do Dr. Egas Moniz
Nota de 10.000 escudos de 1996 em honra do Infante D. Henrique
Obrigado a todos pelas visitas e comentários com que têm enriquecido esta "Busca". Contarei de futuro com eles [visitas e comentários] para continuar a valorizar aqui o blogue, pois, por mais notas que queira usar de futuro para comemorar o número de visitas, só mesmo um cheque servirá para simbolizar as quantidades de visitas que ainda espero ver o blogue alcançar. Tentarei evitar passar cheques, pois temo que possa passar involuntariamente um careca de conteúdos.

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