Há duas semanas participei numa acção de formação sobre ética. Apesar de ser vocacionada para a ética profissional, um dos pontos principais da formação era a distinção entre moral e ética.
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| Carnaval de Arlequim - Miró |
Moral é um ou mais conjuntos de códigos e regras que devem ser seguidas pelos indivíduos de um determinado grupo ou sociedade, tendo como objectivo o bem comum e uma sociedade organizada nesse ou noutro sentido - dependendo isso da sociedade em causa. Ou seja, ter moral, significa respeitar e seguir uma determinada conduta de comportamento previamente estipulada e definida. A própria palavra é uma herança Romana - apesar de traduzida directamente do Grego -, relacionada com a forte componente legal e legisladora que o Império deixou à civilização Ocidental.
Por outro lado, ética significa analisar e questionar os modelos e regras que regem o comportamento humano, especialmente o Homem como ser social e responsável em sociedade pelos seus actos, mas também para consigo próprio. Ou seja, enquanto a Moral define, a ética questiona para compreender e saber como actuar e proceder sem seguir cegamente os códigos legais e de conduta previamente estabelecidos.
Associar então moral à Religião e aos dogmas, do meu ponto de vista, é perfeitamente defensável, pois a grande maioria das religiões têm uma moral própria já estabelecida com base em verdades inquestionáveis - dogmas - quem devem ser seguidas e não questionadas.
Já associar ética à filosofia é quase imperativo, pois, na sua busca e amor pela sabedoria, a filosofia questiona e analisa para melhor compreender.









