Para mim, o termo aristocracia nunca tinha suscitado qualquer dúvida quando ao seu significado, pois sempre o associei a uma elite social, da qual faziam parte famílias antigas e nobres, com os seus brasões, tradições e antepassados históricos famosos (Reis, Nobres, Estadistas, Guerreiros de renome, etc.) Mas, após a leitura de 'A República' de Platão, mudei a minha percepção. Nessa obra o significado do termo aristocracia é apresentado e explicado, algo que se quisermos integrar numa sociedade dita democrática e igualitária acaba por parecer desajustado, tendo em conta o modo como esta forma de governo foi aplicada ao longo da história. Para Platão, Aristocracia significa o "governo dos melhores" (Aristo = melhores + cracia = governo). Ou seja, um Aristocrata, aos olhos de Platão, é alguém que se distinguem entre os seus pares pela sua competência e mérito próprio e não por um título herdado por parentesco. Ao longo da História da humanidade assistimos ao surgimento de grandes personalidades que se inseriram na classe aristocrática. Dos seus descendentes surgiram muitas famílias de aristocratas que ganharam poder pelo simplesmente facto de terem tido na sua ascendência alguém com mérito, sendo só por isso privilegiados. Assim, o verdadeiro conceito de Aristocracia foi sendo degenerado à medida que essas famílias foram crescendo e ganhando poder, pois quase sempre só as riquezas e privilégios eram herdados e não o mérito e valor pessoal dos seus membros. Platão defende que o governo deve ser dos melhores, dos mais competentes e meritórios, ou seja, dos verdadeiros Aristocratas. Então, nos dias que correm como poderemos nós saber quem são os melhores?
A Filosofia é quase sempre associada a algo aborrecido, maçudo e capaz de resolver problemas de insónias a quem tente ler um livro do género. Tal preconceito não faz qualquer sentido e só é defensável se nunca se tiver lido verdadeiramente algo sobre filosofia e os vários filósofos. Mas nem sempre a conjugação entre humor e filosofia é evidente, até porque as vertentes mais bem-humorada tendem a ficar de fora dos conteúdos programáticos leccionados nas escolas. Para comprovar que a filosofia pode ser um acto de humor irei citar algumas das passagens do livro: Filosofia com Humor, do professor de Filosofia Pedro González Calero. Irei apenas aqui apresentar algumas pequenos pensamentos e excertos, dos que achei mais originais e bem humorados, de alguns dos mais conhecidos dos Filósofos da nossa história.
Espero que quem isto leia, sinta a curiosidade de pegar com carinho neste livro e rir ao ler uma obra de Filosofia.
Aqui ficam alguns desses excertos:
Porque é que razão não tens filhos? - perguntaram, noutra ocasião a Tales. E ele respondeu: - Por compaixão para com as crianças.
Segundo Platão, Tales andava Certa ocasião a observar os astros, quando caiu num poço. Alguém vendo a cena disse-lhe: - O que é que estás à espera de ver no céu, se nem és capaz de ver o chão que pisas.
Quando um oleiro consultou Sócrates sobre o que fazer, se havia de se casar ou permanecer solteiros, Sócrates aconselho-o: - Faças o que fizeres, vais arrepender-te.
Quando passeava pelos mercados a abarrotar de mercadorias, Sócrates costumava dizer: - Ena, que quantidade de coisas... de que não preciso!
Alguém avisou certa vez Sócrates de que um vizinho andava a falar mal dele. E Sócrates limitou-se a comentar: - Não me admira que fale mal de mim, porque nunca aprendeu a falar bem.
Quando um mercador abastado pediu a Aristipo que se encarregasse da educação do seu filho, este pediu-lhe como pagamento 500 dracmas, uma quantia que pareceu ao outro exagerada. - Por esse dinheiro podia comprar um bom burro - disse lhe. E Aristipo respondeu: - Podes fazê-lo: assim ficas com dois burros em casa.
Aristipo dispôs que na sua lápide do seu sepulcro se gravasse a seguinte inscrição: «Aqui repousa quem vos aguarda.»
Perguntaram a Diógenes qual era a melhor hora para comer e ele respondeu: - Se fores rico, quando quiseres, se fores pobre, quando puderes.
Vendo que um filho de uma meretriz andava entretido a atirar pedras às pessoas, Diógenes gritou-lhe: - Rapaz, não atires pedras aos desconhecidos, que podes acertar no teu pai.
Um mestre Zen caminhava na escuridão da noite, acompanhado pelo seu discipulo. Como o mestre levava na mão uma tocha acesa, o discípulo disse-lhe: - Mestre, tinha ouvido que conseguíeis ver na escuridão. - E consigo - assentiu o mestre. - Então, para que necessitas da luz da tocha? - Para que aqueles que não conseguem ver na escuridão não tropecem em mim.
Na sua joventude, Santo Agostinho recitava esta prece: «Senhor, concedei-me a castidade e a continência, mas ainda não.»
Quando perguntaram a Madame de Stael como explicava que as mulheres bonitas tivessem mais sucesso junto dos homens do que as mulheres inteligentes, ela respondeu: - Porque há poucos homens cegos, mas muitos parvos.
Este será um livro que recordarei sempre e que, se em algum momento o meu orgulho de ser Português esmorecer, consultarei e voltarei a ler. O título deste livro é mais que elucidativo - até mesmo bem-humorado por utilizar uma metáfora muito própria do vernáculo nacional mais popular -, e permite desde logo perceber os temas que aborda e tipo de histórias que relata: Homens Espadas e Tomates.
Quanto aos Homens, eles são os Portugueses, os guerreiros destemidos e corajosos, por vezes também imprudentes mas sempre empreendedores que, munidos de uma auto-confiança genuína, fizeram a expansão Portuguesa no século XVI e mantiveram o poderio nacional por terras distantes das Índias, Ásia e África durante esse mesmo século. Através da referência a esta obra não pretendo enaltecer a vertente colonialista do Império Português - com todos os seus episódios de violência - , mas sim os actos de coragem e de intrepidez de um Povo que nunca virou a cara à luta e enfrentava as dificuldades com coragem e acção, apesar da desvantagem numérica permanente.
As Armas, aquelas utilizadas como ferramentas de conquista e manutenção dos interesses portugueses, surgiram, muitas delas, de invenções e aperfeiçoamentos técnicos dos armeiros Portugueses, que impelidos pela necessidade de compensar a inferioridade numérica dos portugueses, souberam criar novas armas - mesmo que somente através de pequenas adaptações e ajustes - e técnicas bélicas que davam vantagem aos nossos guerreiros.
O termo Tomates - em bom castiço português - é aqui utilizado não é um substantivo mas como um adjectivo capaz de descrever "estilisticamente" a coragem nacional - somente com eles [tomates] poderia ser possível levar a cabo as façanhas descritas no livro.
Citando alguns excertos do livro:
...Suleimão Paxá cercou, com cerca de 70 galés turcas e um exército de terra de 23.000 homens, a fortaleza de Diu, defendida por apenas 600 portugueses. Após meses de lutas incessantes e a perda de milhares de homens, o turco desistiu do cerco, considerando os portugueses invencíveis. Entre os mortos e feridos do lado português, já só havia 40 guerreiros capazes de lutar quando o exército inimigo se retirou.
Um piloto português veio da Índia para Portugal num pequeno barco a remos com uma só vela, tendo o Rei D. João III mandado queimar a minúscula embarcação para não constar que uma viagem destas fosse possível.
Um português desafiou sozinho um exército turco de milhares de guerreiros para recuperar um capacete perdido que lhe tinha sido emprestado.
Cinco portugueses tomaram uma galé turca de 150 guerreiros.
Dois portugueses defenderam um baluarte em ruínas contra 700 turcos que o estavam a escalar, impedindo a sua tomada.
120 portugueses conquistaram e queimaram uma fortaleza defendida por um exército de 50.000 guerreiros...
O Portugal de hoje é muito diferente do de antigamente - se calhar até para melhor pois não precisamos de andar de espada em riste -, mas as pessoas detém em si ao mesmo potencial de realizar grandes feitos, basta que seja canalizado para os novos desafios do século XXI.
Sendo que falei do polémico sketch da "Útima Ceia" interpretado por Herman José e com texto das Produções Fictícias (Nuno Markl, Eduardo Madeira, entre outros), faz todo o sentido relembrar está preciosidade do Humor Português. Tanto mais que, devido à antiguidade dos vídeos, muitas pessoas já não se lembram desta criação nacional.
Felizmente os anos 90, aonde mais que hoje perdurava um cinzentismo herdado do Estado Novo, já lá vão e agora o Humor está mais liberalizado e as peças humorísticas com potencial polémico podem ser exibidas sem as contestações do antigamente.
Nisto Portugal evoluiu muito, só para demonstrar isto, fica aqui também o vídeo das reacções e polémicas que surgiram após a emissão do dito sketch.
Felizmente até já os políticos de topo participam em programas de humor (Gato Fedorento: esmiúça os sufrágios), o que revela que a nossa Democracia caminha para a maioridade.
Esperemos que a censura seja cada vez mais uma ferramenta arcaica do passado e que possamos assistir ao desenvolvimento democrático dos Portugueses, expresso na capacidade der rirmos de nós próprios e de coisas sérias. O que a meu ver contribui para a saúde mental dos Portugueses, Povo esse que tem sido tão alvejado, desde há muitos anos - ou mesmo séculos -, pelo chavão da "Crise".
Tenho de falar de um dos primeiros sketch dos Gato fedorento. Esta peça de humor, simples e inteligente só pode ser fruto de mentes brilhantes, para as quais o humor não tem fronteiras, desde que feito sem ofensa e enxovalhamento.
Mesmo assim, apesar do scketch ser muito correcto, sem qualquer tipo de ofensa inerente, que a meu ver não fere susceptibilidades, não lhe foi dado o devido crédito e reconhecimento. Trata-se, minha opinião, de uma criação que prima pelo arrojo e originalidade. Talvez seja por falar de Deus, essa entidade ainda intocável para o humor nacional - basta lembrarmos a polémica que surtiu a "última ceia" do Herman José, coisas que não foi assim há tantos anos como isso.
Apesar de já ter assistido a este filme há quase um ano, as imagens e emoções provocadas não se desvaneceram. Para mim foi um filme excepcional e único, interpretado por excelentes actores, com um argumento original e muito bem enquadrado historicamente. Uma obra-prima do realizador Milos Forman.
É sempre difícil analisar um filme sem revelar algo que diminua o prazer de quem o for assistir pela primeira vez, mas tentarei não cair neste sacrilégio.
O filme passa-se no final do Séc. XVIII e durante o período da invasão e ocupação Francesa (por parte dos exércitos de Napoleão) de Espanha. O enredo centra-se em volta do pintor Francisco de Goya, sendo essa personagem responsável pela condução da história e pela revelação e introdução das restantes personagens, da acção, do contexto histórico e dos tão bem recriados ambientes cénicos. Apesar disto, pode-se dizer que não existe uma verdadeira personagem principal, pois existem muitas outras que a determinados momentos da acção assumem esse papel. Gostaria de destacar a interpretação das personagens: Francisco de Goya (Stellan Skarsgård), Lorenzo (Javier Bardem) e Inés / Alicia (Natalie Portman).
O filme trata a realidade dessa época conturbada de perseguição religiosa, intolerância, revolução e guerra. Esta obra permite uma visão possível, aborda e revela os sentimentos e dramas que muito possivelmente as pessoas de então viveram. Estão sempre muito presentes a arte e as obras desse grande Mestre da Pintura Espanhola: Francisco de Goya.
Aquando da minha mais recente leitura, a obra 'Marketing e Comunicação Política', surgiu-me uma nova visão de uma palavra muito utilizada em Portugal, mas que em muitos outros Países assume um significado muito diferente do por cá utilizado. - pelo menos o significado mais corriqueiro e aquele que é usualmente entendido pela população em geral. Falo da palavra Loby, ou em Português Lóbi.
Em Portugal esta palavra significa a utilização do poder económico (ou outro) para pressionar o poder político, prática de tráfico de influências ou até mesmo corrupção activa - com intuitos pouco nobres.
A tentação de S. António - Dalí
No entanto, na maioria dos nossos parceiros da União Europeia, onde as democracias são mais maduras, esta palavra assume outros significados. O Lóbi é encarado como "...uma actividade de pressão para influenciar decisões importantes tomadas pelo poder público..." (Marketing e Comunicação Política, 2009, pp.84). É considerada uma ferramenta indispensável da vida em Democracia. Existem profissionais que assumem a profissão de Lóbistas e até existe regulamentação legal para o exercício da profissão. Isto prova que através da transparência e do assumir das posições e causas , segundo regras previamente estabelecidas, é possível evitar a obscurantismos e conotações negativas, praticando verdadeiros actos de participação Democrática.
Se reflectirmos, uma associação ambientalista, uma associação humanitária e até mesmo um grupo de cidadãos, temporariamente ou permanentemente unidos em torno de uma causa comum, são 'Lóbistas' e exercem uma actividade 'Lóbista' benéfica e proveitosa para o bem-comum.
Voltei recentemente a ver o Clube de Combate (Fight Club), apesar de ser já a 5ª vez que vejo este filme, de cada vez que o vejo apreendo algo novo. Duvido que alguém conheça esta obra de arte cinematografia e lhe não reconheça qualidade e originalidade, apesar da visão crua e violenta.
O argumento chama-nos a atenção para a condição Humana, mais precisamente para o Ser Humano contemporâneo enquanto vítima de si próprio, embrenhado num mundo consumista e pouco Natural onde é impelido a consumir e a partilhar hábitos e pontos de vista comuns.
Somos limitados pela própria aparência de liberdade que o dinheiro nos dá, pois, ao descobrirmos o seu potencial e possibilidades, ficamos automaticamente dependentes dele e dos meios necessários para o obter. Isto é negativo pelo simples facto de que, o comum dos mortais, só terá acesso a esta invenção Humana há custa de muito sacrifício e perdas pessoais. Com isto não defendo que o dinheiro seja algo de pernicioso, simplesmente acho que ele, em conjunto com os bens materiais, pode destruir-nos simplesmente por possibilitar o vislumbre do acesso a um Paraíso Terreno, e com esta sobrevalorização arriscamo-nos a perder aquilo que temos de mais valioso - a nossa identidade, liberdade e consciência -.
A personagem principal, inconscientemente afectada pelo lado desumanizante da sociedade consumista contemporânea, entra numa espiral de auto-destruição e renascimento.
Sem dúvida, para mim é claro, um filme a memorizar e analisar.
Na obra 'Grandes Enigmas da História de Portugal - Volume 1' são várias as curiosidades Históricas e teorias alternativas abordadas, muitas delas até se opõem, parcialmente ou totalmente, às correntes académicas mais convencionais e ao imaginário colectivo sobre a História de Portugal. Uma dessas teorias, apesar de não ser uma teoria completamente nova, despertou mais a minha atenção devido à sua fundamentação. Poderia ter escolhido um outro exemplo do livro, mas os indícios e provas referentes ao assunto que irei abordar pareceram-me tão surpreendentes e relevantes que não as poderia ignorar. A Teoria teoria que me saltou a vista foi aquela que defende a tese de um Cristóvão ColomboPortuguês, de um espião ao serviço da Coroa Portuguesa, mais concretamente, servindo os planos do Príncipe Perfeito (D. João II). A sua missão seria afastar os Espanhóis da verdadeira rota das Índias, desviando a sua atenção para um novo mundo já conhecido dos Portugueses e que não representava uma mais-valia económica para Portugal face às divisas que um potencial monopólio com o comércio do Oriente poderia trazer. No entanto, e apesar desta oferta estratégica a Espanha, devido à assinatura do Tratado de Tordesilhas ficariam asseguradas para Portugal a posse das terras de Vera Cruz, ou seja o Brasil.
Algumas dos indícios e provas apresentadas são as seguintes:
- Cristóvão Colombo nunca escreveu em Genovês, e depois de terem sido analisados os seus escritos chegou-se à conclusão que o Castelhano usado não era a sua língua nativa (excluindo a tese de origem Espanhola). A construção frásica e gramatical não se adequava, sendo mais semelhante ao modo Português da altura; - Não poderia ser autodidacta, pois para navegar era necessário ter acesso às mais modernas e secretas técnicas de navegação marítimas oceânicas, baseadas na astronomia, matemática, correntes, ventos e climatologia. Algo que somente os Portugueses dominavam na Europa da época; - Casou com uma Portuguesa da alta nobreza (oriunda de uma família de descobridores), algo vedado aos das classes mais baixas. Logo não poderia ser um tecelão genovês; - Foi recebido várias vezes oficialmente pelo Rei D. João II (um dos monarcas mais importantes e poderosos da Europa da época), tendo-lhe inclusivamente comunicado primeiro as suas descobertas (pois à vinda aportou primeiro em Lisboa) do que aos Reis católicos Espanhóis que eram seus patrocinadores; - Existem documentos que comprovam que a família da sua esposa tinha empreendido expedições de exploração para ocidente dos Açores e que tinham descoberto novas terras; - Detinha já um escudo de armas, algo somente possível para alguém da classe nobre; - Aquando da assinatura do tratado de Tordesilhas, o Rei D. João II sabia claramente da existência de terras a Ocidente, pois exigiu que a linha de divisão avançasse o suficiente para garantir para Portugal o Brasil, que até à data da assinatura do tratado era ainda supostamente desconhecido..
Tudo isto faz sentido, especialmente se pensarmos que os nosso soberanos da altura praticavam uma política de sigilo, pois as informações que detinham era valiosíssimas, e caso mais algumas das nações europeias as possuísse todos os esforços para estabelecer o comércio directo com a Índia seriam postos em causa.
Ficou recentemente disponível em DVD o filme: 'Aquele querido mês de Agosto'. Este filme Português é sem dúvida único, cheio de originalidade e onde se fundem vários géneros cinematográficos, incluindo o género documental.
Esta película justifica plenamente aquele slogan: "O que é Nacional é Bom". Pois, até a banda sonora à base de "Música Pimba" - género musical que não aprecio especialmente - cai bem, ajuda à acção e a descrição dos lugares e personagens. Não fossem as personagens principais um agrupamento musical de festas de aldeia. Os actores aqui são amadores, na sua maioria gentes dos lugares onde a equipa de produção decidiu filmar. As paisagens nacionais e o ambiente social e humano, muito natural, ilustram bem o modo de vida das aldeias de Portugal, dos seus habitantes e costumes, especialmente o fenómeno da emigração (algo ainda muito marcado no modo de vida de muitos Portugueses por esse mundo fora que se deslocam a Portugal no Verão). É aqui que o lado documental do filme se revela mais vincadamente.
Aconselho este filme agora que se aproxima o fim do verão e das férias. Ver este e mais filmes como este é apostar na Arte produzida por Portugueses. É valorizar o trabalho daqueles que fazem e divulgam a cultura nacional por carolice.
O único senão deste filme é a duração, pois ronda as 3 horas.
Vejam que vale a pena, vão ficar surpreendidos. E a avaliar pelas pessoas que estavam à data a assistir no cinema - apenas 4 pessoas -, este filme passou ao lado dos Portugueses.