domingo, 7 de abril de 2013

Um gole para ler os "Contos do Gin-Tonic"

Porque o surrealismo não é só uma expressão plástica, não é uma coisa só passado - mais concretamente, do início de século XX -, e porque também tivemos os nossos casos nacionais, hoje trago aqui um excerto de uma recomendação literária feita por um amigo. Quando me foi emprestado para ler achei estranho o título do livro em causa. Só depois percebi que era uma colectânea surrealista de poemas, prosas, descrições, diálogo e devaneios, sempre regados de um humor, por vezes, desconcertante. Na amalgama, que aparentemente parece composta sem nexo, há mensagens dissimuladas e outras mais ou menos evidentes. Não seria de esperar outra coisa, pois a obra nasce ainda durante a ditadura do Estado Novo. 
No entanto, a pesar de tudo, quando muito do que está escrito nos "Contos do Gin-Tonic" parece fazer pouco sentido, podemos especular se o autor teria ou não bebido uns copos a mais. 


Dois limões em férias - António Dacosta

Deixo aqui um curto excerto, somente para dar uma ideia e abrir o apetite, tal como fui aliciado quando me emprestaram o livro:

"Estendeu os braços carinhosamente e avançou, de mãos abertas e cheias de ternura.
- És tu Ernesto, meu amor?
Não era. Era Bernardo.
Isso não os impediu de terem muitos meninos e não serem felizes.
É o que faz a miopia."


Bem... Digam lá que não sentem que precisam de um copo?

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