sábado, 13 de abril de 2013

CONTEMPORANEIDADES - Um livro indiretamente ligado a este blogue


Esta é a primeira publicação aqui no blogue relacionada com poesia, mas não poderia deixar de assinalar aqui, no meu primeiro blogue, o lançamento do meu primeiro livro. Essa primeira obra individual não tem relação direta aqui com A Busca Pela Sabedoria, mas tem uma imensa relação indireta. 
O livro em causa é o resultado do trabalho de análise opinativa social, na forma de 15 telas e 30 poemas, da realidade contemporaneidade portuguesa. Pode-se dizer que os poemas são tomadas de posição, numa mesma estrutura rígida e em rima. As telas surgem de fundos negros e recorrem, sem preocupações de traço e fidedignidade nas proporções,  ao simbólico para fazer despertar a reação emotiva.
A Busca pelo livro aberto - Micael Sousa
Porque a busca pela sabedoria passa também pela experimentação, registo aqui a referência ao livro CONTEMPORANEIDADES, deixando um dos poemas e uma das telas do projeto para tentar fazer despertar a curiosidade. A sinopse e mais informação sobre o livro em causa pode ser visto aqui.

SABEDORIA INTERESSEIRA

Estuda para ganhares muito dinheiro! – Ordenou.
Cedo, ainda quando não podíamos entender,
Ensinaram-nos a ver no ensino o que sempre faltou
A este povo, que só agora pode aceder
Às oportunidades do saber. Quem atulhou
De ilusões este povo de humilde complexão,
Afastando-o de uma desinteresseira erudição?

A sabedoria é a maior das riquezas,
Com ela vamos além dos limites,
Preparamo-nos melhor para as incertezas,
Condicionamos os ignorantes tiques,
Encarando o mundo com uma cética firmeza.
Por vezes apenas serve para sabermos
O que verdadeiramente desconhecemos.

Mas o saber só por si não é sinónimo
De fortuna, dinheiro e sucesso.
É apenas um imaterial património
Que pode dar origem a um processo
Mais longo que qualquer matrimónio,
Mais fiel que qualquer compromisso,
Que alimenta o espírito insubmisso.

O saber pode fazer a fortuna, mas nada garante.
O saber é ferramenta que pode ajudar a ir avante.

domingo, 7 de abril de 2013

Um gole para ler os "Contos do Gin-Tonic"

Porque o surrealismo não é só uma expressão plástica, não é uma coisa só passado - mais concretamente, do início de século XX -, e porque também tivemos os nossos casos nacionais, hoje trago aqui um excerto de uma recomendação literária feita por um amigo. Quando me foi emprestado para ler achei estranho o título do livro em causa. Só depois percebi que era uma colectânea surrealista de poemas, prosas, descrições, diálogo e devaneios, sempre regados de um humor, por vezes, desconcertante. Na amalgama, que aparentemente parece composta sem nexo, há mensagens dissimuladas e outras mais ou menos evidentes. Não seria de esperar outra coisa, pois a obra nasce ainda durante a ditadura do Estado Novo. 
No entanto, a pesar de tudo, quando muito do que está escrito nos "Contos do Gin-Tonic" parece fazer pouco sentido, podemos especular se o autor teria ou não bebido uns copos a mais. 


Dois limões em férias - António Dacosta

Deixo aqui um curto excerto, somente para dar uma ideia e abrir o apetite, tal como fui aliciado quando me emprestaram o livro:

"Estendeu os braços carinhosamente e avançou, de mãos abertas e cheias de ternura.
- És tu Ernesto, meu amor?
Não era. Era Bernardo.
Isso não os impediu de terem muitos meninos e não serem felizes.
É o que faz a miopia."


Bem... Digam lá que não sentem que precisam de um copo?

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A Busca pela sabedoria - criado em Agosto de 2009 por Micael Sousa