sexta-feira, 25 de maio de 2012

Aos Franceses pouco interessam os Escândalos Sexuais dos seus Políticos?


O escândalo sempre foi algo muito apetecível como tema de controvérsia, quer as pequenas fofocas entre amigos, conhecidos ou vizinhos ou até aquelas relacionadas com as grandes figuras públicas. Dos vários tipos de escândalos, os de conduta sexual estão estre os mais sensacionalistas, e, no caso das figuras públicas ou de proa da sociedade, esse potencial de interesse parece subir ainda mais. Uma razão sociológica evidente relaciona-se com a procura, pelas massas, daquelas características mundanas naquelas personalidades que lhes são, por vezes, apresentadas como arquétipos de perfeição, e modelos a seguir e sinónimos de sucesso. 
Infinidade de maquinas de escrever e infinidade de macacos, e infinidade de tempo = Hamlet - Arman

Mas essa importância pelo escândalo associado às elites não se verifica em todos as sociedades, umas valorizam mais esta procura pelo escândalo privado que outras. Por exemplo, nisto, Inglaterra e França são muito diferentes, especialmente no que toca à vida dos seus políticos/líderes. São os próprios jornalistas franceses a admitir que a vida privada e os escândalos dos seus políticos não interessam à população – alguns jornalistas, em recente reportagem do magazine “Capital” do canal francês M6, referiram vários casos de escândalos abafados e não divulgados por não interessarem ao público francês, um exemplo foi o caso da segunda família de François Mitterrand, que nunca foi revelada durante os anos da sua presidência*. 
Curioso? Sim, de facto. Que quererá isto significar do ponto de vista sociológico e cívico? Um nível superior de cidadania política? Mais respeito pelas pessoas enquanto representantes das pessoas? Uma ilusão e estado que se pretende manter, independentemente da verdade? Bem. Talvez, talvez sim, talvez não. 

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A Busca pela sabedoria - criado em Agosto de 2009 por Micael Sousa