segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A melhor piada do mundo

Dos intemporais, e para mim, maiores humoristas de sempre, gostava de mostrar para quem não conhece um dos melhores sketchs de Monty Phyton. Não é um tipo de humor para rir à gargalhada mas um que nos pode fazer rir a pensar. De notar que em Portugal na época em que foram visionadas pela primeira vez estas imagens estávamos em pleno Estado Novo e Marcelo Caetano era o ditador de serviço. Isto dá que pensar. Como nos poderemos comparar às sociedades do centro e norte da Europa que há tantos anos vivem em Democracia, habituados a este, e outros tipos de humor vanguardistas e certamente ofensivos e incompreensíveis para quem não  está a isso habituado. Certamente o tipo e género de Humor não explica nem reflecte todas as diferenças culturais, de organização e funcionamento das próprias sociedades, mas é inegável a sua influência e relação.

Aqui fica o link para a rábula (sketch) em causa: Monty Phyton - Série "Flying Circus": A melhor piada do mundo (legendada)

Análise da leitura do livro: "Filosofia Pré-socrática


Recentemente terminei de ler mais um livro. Por sinal não foi um livro qualquer, nem sequer apenas mais um livro de filosofia. Foi um livro sobre a génese da filosofia grega. Eu diria que a génese da filosofia ocidental. Nem mais nem menos que: "Filosofia Pré-Socrática" da Guimarães Editores. Mesmo para um leigo como eu na arte e conhecimento da Filosofia, pareceu-me muito revelador. Dada a organização cronológica dos vários autores podemos fazer também uma análise cronológica do que foi sendo o conceito a que hoje chamamos de filosofia ou de filosofar.

Os primeiros autores baseiam-se na mitologia e nas tradições orais que ao aliarem ao senso comum e ao raciocínio produzem, aos olhos de hoje, uma pré-filosofia. Criam modelos de explicação do universo mais aprofundados do que a simples mitologia. Posteriormente as teses de explicação e organização do mundo vão se fundindo com a religião grega instituída, até que posteriormente começam a separar-se dela elegendo um ser supremo como o criador e o motor de toda a ordem e harmonia existente. Ao pensarem e questionarem o porquê das coisas do mundo que os envolvem, os primeiros filósofos vão-se afastando da religião instituída e desenvolvendo algo de novo. O culto pelo conhecimento. Mas muitas vezes traduzido e associado a um só Deus que simboliza a sabedoria e conhecimento. Curiosamente estas ideias foram reformuladas e recicladas por alguns judeus e posteriormente pelos primeiros Cristãos. Mesmo antes de Cristo, já os pitagóricos e outros filósofos posteriores defendiam a ética e a conduta exemplar, a preferência pelas coisas da alma, associada ao conhecimento, em detrimento dos vícios e prazeres carnais. Assim se explicam também as grandes diferenças entre o antigo e o novo testamento, pois o mais recente tem claramente uma influência helénica. Também se compreende a facilidade com que o cristianismo se espalhou pela Grécia e posteriormente pela península itálica, origem de alguns dos mais ilustres pitagóricos.

Esta foi a minha principal conclusão a que cheguei depois desta leitura.

Gostaria de saber se mais alguém leu este livro, e mesmo se nunca o tenha lido que opinasse sobre estas conclusões.


Sei que é um assunto um pouco pesado para começar, mas eu sou mesmo assim, chato e maçador.

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A Busca pela sabedoria - criado em Agosto de 2009 por Micael Sousa